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Terça, Abril 25, 2017

As Margaridas de Altamira

Quando vi aquela multidão de MARGARIDAS em Brasília/DF senti um arrepio. Vi numa única imagem: ribeirinhas, quilombolas, negras, brancas, agricultoras e pescadoras. Todas com um único desejo: Justiça!
As militantes de um movimento sólido que homenageia a ex-líder sindical, Margarida Maria Alves. Que foi assassinada em 1983, na porta de sua casa, por latifundiários do Grupo Várzea, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba. Tomam a capital Nacional e entoam o grito pela igualdade dos gêneros!
Pela valorização da mulher, pelo cumprimento da Lei Maria da Penha, outro exemplo de coragem e de persistência contra a violência doméstica, pela garantia das políticas públicas para o campo e a cidade.


São flores que brotaram e floresceram por este Brasil afora!
Flores que retratam o Pará, a Transamazônica e o Xingu, Altamira!
As margaridas daqui merecem reconhecimento o ano inteiro!
A Antônia Melo pela luta incansável em favor da vida dos povos da floresta e do grande Rio. Em defesa dos direitos das populações tradicionais que enxergam na Melo exemplo de persistência.
A Antônia Pereira Martins pela coragem de enfrentar ainda menina a responsabilidade de ser o braço forte da casa depois que a mãe morreu em trabalho de parto. A menina "Toinha" cuidou dos irmãos e ainda naquele momento de dor fez um juramento de cuidar de todas as mulheres que cruzassem o caminho dela. Para que não mais morressem por falta de assistência, de abandono dos governos. E ela cumpriu com muita responsabilidade esta promessa! Hoje é uma militante histórica do Movimento de Mulheres Trabalhadoras do Campo e da Cidade.Dirigido por Maria Raimunda Lima, outra feminista, que carrega no peito gratidão por fazer parte de uma militância que denuncia, fiscaliza, sai às ruas... Faz barulho e traz resposta!

Assim como Raimunda, a Mariene Almeida também é a prova viva do cuidado. Traço feminino! Defende com tanto amor seus alunos e alunas... Ensinando-os o caminho da justiça e do saber.
Um ofício honroso também desempenhado por Rosa Pessoa. Uma conselheira tutelar que acima de tudo segue com rigor o Estatuto da Criança e do Adolescente. Rosa, que tirou da dor de perder um filho, força para defender tantos outros filhos de Altamira.
Uma missão divina!
Assistida por Ana Mileo, educadora com orgulho que também propaga sentimentos bons. Que é exemplo na Universidade Estadual do Pará de força de vontade.
Bem como a Ana Paula Souza, a Paulinha da Fundação Viver Produzir e Preservar.
A letrada que escreve com devoção. Tanta dedicação e estudo, que lhe renderam recentemente, uma bolsa de doutorado na Alemanha.
Viva Paulinha!
Viva Maria Aparecida Brandão também da FVPP, a Cida, que tanto contribui com sua inteligência e determinação na elaboração de projetos e na consolidação de um movimento popular: justo e democrático que fortalece o eixo da Transamazônica e Xingu.
Reconhecimento ainda à Luzia Pinheiro que também foi integrante e comunga desta luta democrática que surgiu dentro das comunidades eclesiais de base da igreja. Merece parabéns pela confiança e por ser destemida como Solange Trevisan que de forma transparente faz a diferença no setor financeiro desta instituição social com a parceria de Maria dos Anjos. Profissionais de poucas palavras, mas de grandes atitudes.
Quem também merece aplausos é a inesquecível Eva Barroso da Silva. Foram tantos anos de colaboração à Fundação, tantas histórias partilhadas com ‘’dona Eva’’ na cozinha, onde adorava preparar a comida preferida de cada funcionário, ou nos corredores, nos grandes eventos fora do prédio da FVPP.
Hoje a Amanda Brasil também capricha e concilia trabalho com o papel de mãe e esposa.
Faz tudo com zelo e com alegria.
Alegria que Rivane Souza tem de sobra... A nossa matemática é a prova exata de que mulher é bravura, é força! Dividindo escola, casa, marido e georreferenciamento ela encontra o resultado positivo com o trabalho bem executado.
E por falar em trabalho. Marcia Castro, Marta Suely, Wanessa de Paula, Cristiane Amorim, Elizete Nascimento e Alana Trezeciak obrigada por todos os anos de FVPP. Pela educação e gentileza, pela forma feminina que conduziram suas funções;
A Simone Joselle pela defesa e compromisso com a educação do campo. Pela contribuição com a formação dos filhos e filhas dos agricultores.
A Lucimar Delfino que também tem parcela no sucesso da pedagogia da alternância. Pela garra em coordenar o projeto das Casas Familiares Rurais.
As engenheiras agrônomas: Gracinete Brito, Maria Natalia Brito, Maria Sousa, Fernanda, Thais e Glória Araújo que encararam o trabalho de campo, que monitoraram as atividades dos alunos e que construíram um processo de formação que segue a pedagogia da alternância.
Mulher que cada vez mais assume papéis diferentes e importantes na política em cargos que exigem determinação. À Leda Salgado nosso parabéns pela coragem de defender os direitos da mulher. Pela ousadia de encarar os desafios diários dentro da delegacia e fora dela.
A todas vocês nosso eterno agradecimento...
Que o 8 de março seja um lembrete para toda a sociedade de que mulher tem voz e vez o ano inteiro!
Esta foi uma singela homenagem de uma mulher comunicadora e também colega de todas vocês... As minhas margaridas, as margaridas de Altamira, inspiração para meu texto e exemplos de vida!

Feliz dia da mulher!

Raiany Brito / Assessoria de Comunicação da Fundação Viver Produzir e Preservar