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Terça, Abril 25, 2017

Uma Sociedade Liberta é Aquela que Tem Voz e Vez.

O tema exalta a liberdade e nos faz refletir que todos os dias há uma oportunidade para o recomeço. Este é o lema do Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Altamira, do Campo e da Cidade que no decorrer da luta pela defesa dos direitos da mulher clama pela igualdade e pela oportunidade!
Não é de hoje que tomamos ruas e pedimos atenção para que as mulheres do mundo, do Brasil e da Transamazônica sejam respeitadas.
Na semana da mulher, como parte das comemorações fizemos uma visita e oferecemos um café da manhã às dezesseis detentas custodiadas na superintendência do Xingu.

Em meio ao dia de palestras reflexivas sobre o recomeço e de beleza com direito a maquiagem e limpeza de pele, percebemos quão preocupante é a situação das presas Altamirenses. Elas dividem o pouco espaço de uma única sala, que foi adaptada à cela, provisoriamente até que a justiça determine a transferência de cada uma á capital paraense. A decisão fará com que as detentas fiquem longe de seu local de origem, o movimento acredita que tal medida é um retrocesso no processo de ressocialização tendo em vista de que pela demanda a região do Xingu, já deveria ter sido construído um presídio feminino. Até o momento as militantes sociais do MMTACC não têm informações concretas de quando o prédio ficará concluído.
Dirigimo-nos à autarquia do Estado para clamar por agilidade e para que juntos, Estado e sociedade em geral, possamos construir um plano emergencial que garanta prioridade às mulheres Altamirenses, privadas ou não de liberdade.
Vale lembrar que a liberdade que tanto cobramos está relacionada ao direito da permanência junto à cidade natal de cada custodiada.
‘’Não dá para comemorar liberdade... Se o Estado não oferece subsídios para tal comemoração. Nós não vamos nos calar diante de tanta violação de direitos. Não é sendo omisso que se conserta outro erro.’’
Desabafou Maria Raimunda Lima, Presidente do Movimento de Mulheres.
Vale tornar público que o Governo do Estado do Pará fez um termo de cooperação técnica com a empresa construtora de Belo Monte, orçado em mais de cem milhões de reais, para compensar os impactos sociais causados pela construção da hidrelétrica. Queremos transparência e saber quando poderemos contar com um centro de recuperação feminino.
Uma pergunta feita a alguns anos, antes mesmo do início da construção do barramento no Xingu, mas que até agora não foi respondida.
Enquanto a resposta não chega... Continuaremos na luta em defesa da vida e defendendo os direitos humanos de cada mulher, a libertação da falta de investimentos e da falta de oportunidades.
Uma sociedade liberta é aquela que tem voz e vez!

Raiany Brito // ASCOM FVPP