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Terça, Abril 25, 2017

Apresentação

A Fundação Viver Produzir e Preservar, é uma organização sem fins lucrativos, situada na Região da Transamazônica, com sede no município de Altamira, Oeste do Estado do Pará; foi fundada em 1991 pela iniciativa das organizações camponesas, movimentos pastorais e populares urbanos e de educadores da Rodovia Transamazônica e do Rio Xingu, mas sua atuação enquanto movimento social organizado ocorre desde a primeira metade da década de 80 do século passado, após o abandono do projeto de colonização da região pelo governo federal. 
Sua atuação inicial contou com o apoio de movimentos pastorais das Comunidades Eclesiais de Bases da Igreja Católica, movimentos políticos e sociais que lutavam pela redemocratização do país, sendo que sua atuação social e política estavam em sintonia com os demais movimentos de organização social que eclodiam no Brasil e na América Latina.

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As Transamazônidas e Xinguaras rumo à Marcha das Margaridas.


Saiu de Altamira uma caravana de mais de 50 mulheres do território da Transamazônica e Xingu. O destino é  Brasília/DF. As companheiras vão participar da marcha das margaridas que reúne na Esplanada dos Ministérios: Agricultoras, ribeirinhas, quilombolas, indígenas e negras de todo Brasil.
É um momento para marchar e também para cobrar atenção do governo!
As companheiras que saíram daqui irão percorrer mais de 1.900 quilômetros... Mas a viagem longa será compensada! Já que a presença das lideranças sociais, que representam as 11 cidades, consolida a luta feminista. A cobrança das mulheres por um país mais justo e menos machista!

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Educação no campo é direito e não esmola!

Falar de educação no campo é falar da luta dos movimentos sociais. Pois a história das Casas Familiares Rurais no Pará se confunde com a história de tantos militantes que sempre defenderam a igualdade! Que desde sempre lutaram para que a qualidade do ensino também fosse realidade nas áreas rurais.
Depois de muitos debates foi implantada no Pará a primeira Casa Familiar Rural. O ano era 1998 e a cidade escolhida para a experiência foi Medicilândia no território da Transamazônica. Utilizando o método da Pedagogia da Alternância, que permite que o aluno fique 15 dias no leito familiar e 15 dias estudando e partilhando a vivência no campo na escola, a metodologia foi inovadora, desafiadora...

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A marcha das margaridas: Uma caminhada de força e coragem!

Desde 2000 a marcha das margaridas reúne em Brasília/DF, milhares de mulheres dos quatro cantos do Brasil. São agricultoras, ribeirinhas, quilombolas, indígenas e pescadoras que se encontram na Esplanada dos Ministérios e apresentam a pauta de reivindicação cobrando igualdade e políticas públicas para a classe feminina, em muitos casos oprimida por uma sociedade machista.
A Marcha das Margaridas recebeu este nome em homenagem a Margarida Maria Alves, líder sindical que foi assassinada, em 1983, por defender os direitos das mulheres rurais.
O movimento existe há 15 anos e já articulou 4 grandes marchas: 2000, 2003, 2007 e 2011.

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Uma caminhada rumo ao desenvolvimento sustentável...

Desde a década de 70, quando a Transamazônica começou a ser colonizada, o povo da região clama por um desenvolvimento igualitário. É gente que chegou por aqui numa época de ‘’terra sem homens para homens sem terra.’’ Que foi recrutada de todas as regiões brasileiras com a promessa de uma vida melhor no interior paraense. Mas o sossego e a fartura demoraram! Embora a terra fosse fértil e o povo destemido sem medo de trabalhar... As barreiras impediram que o chamado progresso chegasse rápido em toda região.
Muitos foram os entraves e a falta de investimentos, durante décadas, contribuiu para que os pioneiros desacreditassem do futuro. E ver o ‘’ chão vermelho’’ virando um tapete de asfalto foi uma injeção de ânimo para os transamazônidas. Mas o asfalto da br-230 ainda é um sonho para outros que precisa virar realidade.
É preciso cobrar! É preciso ter ao longo desta caminhada de lutas... Lideranças sociais e políticas que de fato representam o coletivo!
A Fundação Viver Produzir e Preservar surgiu neste contexto! É uma entidade presente em todos os municípios do eixo da Transamazônica e Xingu. Uma organização que surgiu na década de 90 a partir da criação de um grupo de pessoas que se conheceu dentro da igreja através das comunidades eclesiais de base e que tinha uma mesma ideologia: Valorizar os recursos locais e principalmente idealizar projetos sustentáveis para que o povo pudesse ter uma melhor qualidade de vida na cidade, nas áreas ribeirinhas  e no campo.
É a bandeira da FVPP a educação de qualidade para a juventude da roça que almeja chegar longe através do estudo! É também nosso compromisso levar para os ribeirinhos cidadania, bem como cobrar políticas públicas para as áreas urbanas.
Nossa meta é valorizar o que esta terra tem de melhor!
E a gente só chega e só tem o desenvolvimento se caminharmos na mesma direção!
Já falava o Grande Seixas e Tom Zé:
‘’ Um sonho sonhado só é um sonho. Um sonhado junto é realidade’’.

Raiany Brito