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Sexta, Junho 23, 2017

Apresentação

A Fundação Viver Produzir e Preservar, é uma organização sem fins lucrativos, situada na Região da Transamazônica, com sede no município de Altamira, Oeste do Estado do Pará; foi fundada em 1991 pela iniciativa das organizações camponesas, movimentos pastorais e populares urbanos e de educadores da Rodovia Transamazônica e do Rio Xingu, mas sua atuação enquanto movimento social organizado ocorre desde a primeira metade da década de 80 do século passado, após o abandono do projeto de colonização da região pelo governo federal. 
Sua atuação inicial contou com o apoio de movimentos pastorais das Comunidades Eclesiais de Bases da Igreja Católica, movimentos políticos e sociais que lutavam pela redemocratização do país, sendo que sua atuação social e política estavam em sintonia com os demais movimentos de organização social que eclodiam no Brasil e na América Latina.

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Projeto inédito analisa condicionantes através do olhar do atingido

“Com apoio da FVPP, famílias afetadas por Belo Monte estão sendo ouvidas, e repassando sua visão sobre como é ser atingido por um empreendimento tão gigantesco”

Ouvir o que os atingidos pelas obras de construção da hidrelétrica têm a dizer: essa é a principal preocupação do Projeto inédito “A Voz dos Atingidos de Belo Monte: desafios e direitos”, executado pela Fundação Viver Produzir e Preservar - FVPP. Financiado pelo Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu – PDRSX, o projeto tem visitado áreas diretamente impactadas, e produzido um relatório detalhado dos resultados das condicionantes. 

A ação foi proposta em 2014, e apresentada pela fundação como uma ferramenta necessária para avaliar o andamento das condicionantes ambientais da Usina Hidrelétrica Belo Monte, e como essas ações afetaram a vida das pessoas. Aprovado, o projeto passou por algumas reformulações, e em 2016 foi iniciado. As atividades consistem em várias etapas, que incluem visitas às comunidades diretamente afetadas: ribeirinhos reassentados; famílias que viviam em áreas alagadas em Altamira; moradores da zona rural, e famílias que foram remanejadas para outros municípios.

Coordenado pela FVPP, o projeto conta com uma equipe multidisciplinar, composta por técnicos, consultores, e estagiários, que aplicaram 200 questionários em cada Residencial Urbano Coletivo – RUCs e na zona rural. Na busca pela sensação e entendimento sobre o que é ser uma pessoa atingida por um grande empreendimento, as perguntas focam no sentimento, e na visão das pessoas sobre o antes e o depois das transformações. “Nossa intenção é ouvir, e entender como eles se sentem, saber o que mudou, e como mudou suas vidas após a realocação”, declarou Nara Otília, uma das coordenadoras de campo da pesquisa.

Em sua reta final, o projeto A Voz dos Atingidos de Belo Monte analisa as condicionantes a partir do olhar do afetado, e busca explicar onde e como a ação falhou. Durante a pesquisa, grande parte dos entrevistados transpareceu não apenas insatisfação, mas uma sensação de perda por ter sido obrigado a deixar sua antiga casa, desfazer laços antigos de amizade, e não receber muito mais por isso.

Outra situação apontada pelo estudo mostra que o acesso a serviços públicos, e à justiça continua difícil para essas pessoas. Ozildo Barbosa, que também é coordenador de campo, explica que ao receber a proposta de mudança para uma área melhor, e com mais qualidade de vida, os atingidos tiveram a ilusão de que serviços básicos que faltavam às famílias que viviam em invasões seriam agora fornecidos, mas essa realidade não se materializou, e gerou ainda mais insatisfação. “Eles esperavam mais, não apenas uma casa, eles esperavam por direitos, que não vieram com a moradia”.

A equipe que coordena o projeto defende o trabalho como uma espécie de janela para o futuro. De acordo com o grupo de trabalho, essa pesquisa vai possibilitar a elaboração de programas sociais, e garantir à justiça mecanismos claros sobre como e onde houve falhas na realização das condicionantes. Eles também concordam com um outro aspecto sobre o projeto: ele vai mudar a visão que todos têm sobre as pessoas que foram atingidas pela obra. “Nós sempre olhamos para eles como pessoas que receberam casas novas, que saíram do alagado, e que por isso deveriam estar felizes, mas ao entrar nas casas, ouvir o que eles têm a dizer, percebemos que essa visão além de limitada, era distorcida, eles não só foram obrigados a mudar, como herdaram problemas ainda mais complicados de se resolver”, declarou Ozildo Barbosa.

O projeto deve ser finalizado em junho deste ano, e um relatório detalhado será apresentado ao PDRS-Xingu e às autoridades durante uma audiência pública. A intenção é tornar pública a realidade dos atingidos, e abrir caminho para que todos os atores envolvidos no processo possam conversar, analisar a situação de um ângulo mais aprofundado, e assim conseguir criar programas e políticas públicas específicas para às populações atingidas por Belo Monte.

 

 

Assessoria de Comunicação FVPP

Eleita nova diretoria da FVPP

A Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP) elegeu no fim de semana a nova diretoria para o exercício 2017/2020.

A nova diretoria é composta por Antônio Paulo Medeiros, Coordenador Geral; Antônia Pereira Martins - Secretária Executiva; Maria Aparecida Brandão Monte - Diretora Financeira; Luís Paulo Alves Portugal - 1° Suplente; e Mariângela Pontes da Silva - 2ª Suplente.

A Assembleia Eletiva que teve início na sexta-feira (12) e se encerrou no sábado (13) também discutiu a atual conjuntura nacional, desde a derrubada de um governo eleito pelo povo, análise da Reforma da Previdência até as discussões tradicionais sobre a Amazônia como a questão agrária e desenvolvimento ambiental sustentável.

A diretoria anterior, sob responsabilidade do Coordenador Geral João Batista Uchôa Pereira fez uma breve avaliação do período em que geriu a FVPP, além da prestação de contas.

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Em Altamira a Surdez não é mais uma limitação

“Com apoio do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, 150 jovens e adultos ganharam o direito de se comunicar”

 

A audição é o sentido que mais nos aproxima, e permite o homem viver em sociedade. Ouvir é um bem de valor inestimável. A importância da audição para o homem é quase que um mero detalhe, que só passa a ser mensurado, quando faz falta.

 

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FVPP participa do VIII Fórum Social Pan Amazônico

Localizada na província San Martin, a cidade de Tarapoto, no Peru foi o cenário do VIII Fórum Social Pan Amazônico (FSPA), realizado entre os dias 28 de abril e 01 de maio de 2017. Sendo uma região marcada por disputas territoriais e pela expansão do agronegócio – com destaque para o monocultivo de dendê e para loteamento de grandes extensões de terra para o setor petroleiro, que coloca em risco fontes de água doce, além de trazer uma série de outros problemas –, Tarapoto foi escolhida estrategicamente para que a luta dos povos indígenas e de comunidades tradicionais possa ser fortalecida de forma a combater o processo de expropriação que avança naquela região.

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