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Quarta, Julho 26, 2017

Apresentação

A Fundação Viver Produzir e Preservar, é uma organização sem fins lucrativos, situada na Região da Transamazônica, com sede no município de Altamira, Oeste do Estado do Pará; foi fundada em 1991 pela iniciativa das organizações camponesas, movimentos pastorais e populares urbanos e de educadores da Rodovia Transamazônica e do Rio Xingu, mas sua atuação enquanto movimento social organizado ocorre desde a primeira metade da década de 80 do século passado, após o abandono do projeto de colonização da região pelo governo federal. 
Sua atuação inicial contou com o apoio de movimentos pastorais das Comunidades Eclesiais de Bases da Igreja Católica, movimentos políticos e sociais que lutavam pela redemocratização do país, sendo que sua atuação social e política estavam em sintonia com os demais movimentos de organização social que eclodiam no Brasil e na América Latina.

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Projeto financiando pelo PDRS-Xingu inclui o homem do campo no mapa da região

“Quem sempre viveu na terra, mas nunca pode dizer que ela era sua, agora pode ter o direito de chamar seu pedaço de chão, de casa própria”

Um projeto pioneiro tem mudado o mapa fundiário da região da Transamazônica e Xingu, e redesenhado o perfil de centenas de pequenos produtores, e moradores de vilas que compõem os municípios dessa parte do estado do Pará. Após décadas vivendo em áreas que nunca foram regularizadas, essas famílias poderão finalmente chamar o local onde vivem, de casa própria, e ter o direito de vender seus imóveis, ou conseguir um financiamento.

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Seminário discute impactos de Belo Monte na pesca na região do Xingu

Um tradicional modo de vida modificado como consequência das obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte: o dos pescadores. O assunto foi debatido durante o I Seminário Status da Pesca na Região Impactada por Belo Monte, realizado nos dias 29 e 30 de maio, no Auditório Petrini Girardeli, da UFPA. O pescador Edvaldo Xipaia compareceu ao encontro e fala da realidade da comunidade nos dias atuais. “O empreendimento não quer reconhecer a categoria pesqueira como impactada, o tempo vai passando e isso traz uma grande preocupação pra nós que nunca ganhamos nem um remo sequer pra pescar. Todos os dias estamos batendo na mesma tecla. O peixe hoje desapareceu com o enchimento do lago (da hidrelétrica)”, afirma.

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Bairro Colinas recebe Mutirão de Acesso a Direitos

No último sábado (20), o bairro Colinas sediou a última edição do Mutirão de Acesso a Direitos, realizado pela Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP). A ação é uma parceria com o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu, PDRSX, Prefeitura Municipal de Altamira, Secretaria Municipal de Saúde,  Propaz, Sebrae e outros órgãos. O 7° evento incluiu serviços de saúde, apresentações culturais, brincadeiras e palestras e contemplou os moradores do bairro Colinas.

O objetivo principal do projeto é mobilizar a comunidade na luta pelos seus direitos. Cerca de três mil pessoas foram atendidas em vários bairros da periferia de Altamira. “Acho que cumprimos o nosso papel de articular as instituições, seja ela privada ou governamental. O processo da realização dos mutirões é uma questão importante, a gente observa a necessidade desse trabalho, da aproximação das instituições junto às comunidades. Os mutirões facilitam a vida dos cidadãos. Eu me sinto com o dever cumprido, estou muito feliz com o resultado”, disse João Batista Uchôa, coordenador de articulação política da FVPP.Quem compareceu pôde fazer teste de glicemia, aferir a pressão, se vacinar, cortar o cabelo, receber informações sobre os atendimentos do CAPS Infantil e sobre a prevenção da violência contra as mulheres, além de tirar documentos como CPF.

 

O Mutirão de Acesso a Direitos foi realizado em sete edições e beneficiou cerca de três mil pessoas de vários bairros da cidade e buscou ouvir as demandas de cada comunidade. Todas as informações farão parte de um relatório, que será apresentado em audiência pública prevista para julho de 2017. Uma forma de buscar melhorias para a qualidade de vida da população altamirense.

 

Assessoria de Comunicação FVPP

Projeto inédito analisa condicionantes através do olhar do atingido

“Com apoio da FVPP, famílias afetadas por Belo Monte estão sendo ouvidas, e repassando sua visão sobre como é ser atingido por um empreendimento tão gigantesco”

Ouvir o que os atingidos pelas obras de construção da hidrelétrica têm a dizer: essa é a principal preocupação do Projeto inédito “A Voz dos Atingidos de Belo Monte: desafios e direitos”, executado pela Fundação Viver Produzir e Preservar - FVPP. Financiado pelo Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu – PDRSX, o projeto tem visitado áreas diretamente impactadas, e produzido um relatório detalhado dos resultados das condicionantes. 

A ação foi proposta em 2014, e apresentada pela fundação como uma ferramenta necessária para avaliar o andamento das condicionantes ambientais da Usina Hidrelétrica Belo Monte, e como essas ações afetaram a vida das pessoas. Aprovado, o projeto passou por algumas reformulações, e em 2016 foi iniciado. As atividades consistem em várias etapas, que incluem visitas às comunidades diretamente afetadas: ribeirinhos reassentados; famílias que viviam em áreas alagadas em Altamira; moradores da zona rural, e famílias que foram remanejadas para outros municípios.

Coordenado pela FVPP, o projeto conta com uma equipe multidisciplinar, composta por técnicos, consultores, e estagiários, que aplicaram 200 questionários em cada Residencial Urbano Coletivo – RUCs e na zona rural. Na busca pela sensação e entendimento sobre o que é ser uma pessoa atingida por um grande empreendimento, as perguntas focam no sentimento, e na visão das pessoas sobre o antes e o depois das transformações. “Nossa intenção é ouvir, e entender como eles se sentem, saber o que mudou, e como mudou suas vidas após a realocação”, declarou Nara Otília, uma das coordenadoras de campo da pesquisa.

Em sua reta final, o projeto A Voz dos Atingidos de Belo Monte analisa as condicionantes a partir do olhar do afetado, e busca explicar onde e como a ação falhou. Durante a pesquisa, grande parte dos entrevistados transpareceu não apenas insatisfação, mas uma sensação de perda por ter sido obrigado a deixar sua antiga casa, desfazer laços antigos de amizade, e não receber muito mais por isso.

Outra situação apontada pelo estudo mostra que o acesso a serviços públicos, e à justiça continua difícil para essas pessoas. Ozildo Barbosa, que também é coordenador de campo, explica que ao receber a proposta de mudança para uma área melhor, e com mais qualidade de vida, os atingidos tiveram a ilusão de que serviços básicos que faltavam às famílias que viviam em invasões seriam agora fornecidos, mas essa realidade não se materializou, e gerou ainda mais insatisfação. “Eles esperavam mais, não apenas uma casa, eles esperavam por direitos, que não vieram com a moradia”.

A equipe que coordena o projeto defende o trabalho como uma espécie de janela para o futuro. De acordo com o grupo de trabalho, essa pesquisa vai possibilitar a elaboração de programas sociais, e garantir à justiça mecanismos claros sobre como e onde houve falhas na realização das condicionantes. Eles também concordam com um outro aspecto sobre o projeto: ele vai mudar a visão que todos têm sobre as pessoas que foram atingidas pela obra. “Nós sempre olhamos para eles como pessoas que receberam casas novas, que saíram do alagado, e que por isso deveriam estar felizes, mas ao entrar nas casas, ouvir o que eles têm a dizer, percebemos que essa visão além de limitada, era distorcida, eles não só foram obrigados a mudar, como herdaram problemas ainda mais complicados de se resolver”, declarou Ozildo Barbosa.

O projeto deve ser finalizado em junho deste ano, e um relatório detalhado será apresentado ao PDRS-Xingu e às autoridades durante uma audiência pública. A intenção é tornar pública a realidade dos atingidos, e abrir caminho para que todos os atores envolvidos no processo possam conversar, analisar a situação de um ângulo mais aprofundado, e assim conseguir criar programas e políticas públicas específicas para às populações atingidas por Belo Monte.

 

 

Assessoria de Comunicação FVPP