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Terça, Abril 24, 2018

Apresentação

A Fundação Viver Produzir e Preservar, é uma organização sem fins lucrativos, situada na Região da Transamazônica, com sede no município de Altamira, Oeste do Estado do Pará; foi fundada em 1991 pela iniciativa das organizações camponesas, movimentos pastorais e populares urbanos e de educadores da Rodovia Transamazônica e do Rio Xingu, mas sua atuação enquanto movimento social organizado ocorre desde a primeira metade da década de 80 do século passado, após o abandono do projeto de colonização da região pelo governo federal. 
Sua atuação inicial contou com o apoio de movimentos pastorais das Comunidades Eclesiais de Bases da Igreja Católica, movimentos políticos e sociais que lutavam pela redemocratização do país, sendo que sua atuação social e política estavam em sintonia com os demais movimentos de organização social que eclodiam no Brasil e na América Latina.

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Com apoio da FVPP, Copa Verde planta 3 mil árvores no Pará

As portas da propriedade rural do agricultor Erivaldo Rodrigues da Silva, localizada no município de Anapu, no estado do Pará, se abriram na terça-feira, 13/03, para receber as mais de 100 pessoas que participaram do Plantio de Árvores em Áreas de Preservação Ambiental, fruto da compensação de carbono do campeonato Copa Verde 2018.

Neste ano, quinta edição do evento, serão plantadas 3 mil mudas de 14 espécies diferentes: açaí, pará, buriti, taperebá, cupuaçu, cacau, urucum, coco de praia, banana, goiaba, ipê amarelo, ipê roxo, cumaru, mogno brasileiro e ingá. 

Ao todo, 30 famílias estão envolvidas no projeto e vão realizar a recuperação de suas APPs com a implantação de sistemas agroflorestais. Além do benefício ambiental, o plantio promoverá a produção de alimentos e outros produtos que poderá contribuir com a geração de renda para as comunidades locais.

“Muito bom participar da iniciativa de plantar árvores na Amazônia, principalmente contribuindo com a recuperação de APPs e preservação dos cursos d'água em propriedades da agricultura familiar: unir preservação com produtividade é fundamental para o desenvolvimento sustentável”, destacou Aparecida Brandão da Fundação Viver, Produzir e Preservar.

Além do ministro do Sarney Filho (Ministério do Meio Ambiente), e do presidente da CBF, Antônio Nunes, participaram do plantio o prefeito do município de Anapu (PA), Aelton Silva, a presidente do Fórum Estadual de Secretários Municipais de Meio Ambiente do Estado do Pará, Zelma Campos, o pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Paulo Moutinho, o diretor da Iniciativa Verde, Lucas Pereira, o representante da Fundação Viver, Produzir e Preservar, João Batista, o tetracampeão mundial da seleção brasileira de futebol Branco, agricultores rurais da região, entre outros.

“É um prazer e uma honra participar desse encontro. A gente deve cuidar do meio ambiente e estou aqui para isso. O caminho é esse. Quero mostrar a minha história. Um menino do interior que tinha um grande sonho e conquistou o mundo ao se tornar campeão mundial", disse o tetracampeão.

A FVPP foi uma das apoiadoras da ação na região, na ocasião, o representante da FVPP cobrou ações do Governo Federal. “Protocolamos documento junto ao Ministro do Meio Ambiente solicitando a continuidade de programas essenciais ao desenvolvimento da região, solicitando a ampliação dos recursos para a regularização fundiária e ambiental, evitando assim conflitos agrários que tem ceifado a vida de tantos trabalhadores e também deixamos claro que a região está organizada e não aceitará retrocessos dos seus direitos”, destacou João Batista.

Na edição de 2017, o campeonato evitou a emissão de 19 toneladas de carbono e gerou uma economia de 51,6 m³ de água por meio da coleta de resíduos sólidos.

Além disso, destinou à reciclagem 2,57 toneladas de garrafas pet e compensou todo o carbono emitido pela competição (265 toneladas de CO2) por meio do plantio de 3 mil mudas de árvores, também na cidade de Anapu (PA), entre outras ações.

A Copa Verde é um campeonato de futebol iniciado em 2014 e disputado por 18 equipes das regiões Norte e Centro-Oeste e do estado do Espírito Santo. 

A competição promove um conjunto de ações sustentáveis, como a compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE), a inclusão social dos catadores, a troca de materiais recicláveis por ingressos, aulas de futebol para crianças em situação de vulnerabilidade, além de um concurso de redação com temas ambientais para os alunos participantes da 5ª Conferência Nacional Infantojuvenil de Meio Ambiente dos 11 estados integrantes da competição.  

A ideia é alinhar a agenda ambiental ao torneio de futebol, um dos esportes mais queridos pelos brasileiros, influenciando assim outras competições. O campeão da Copa Verde é classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil.

A ação, parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Iniciativa Verde, é realizada pelo Projeto Carbono Zero (Carbon Free), que promove a recuperação de Áreas de Proteção Permanente (APP) em lotes da agricultura familiar.

O Programa Carbono Zero (Carbon Free) foi desenvolvido pela Iniciativa Verde para que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes de qualquer atividade humana,  como produtos, serviços, construções ou eventos sejam compensadas. As atividades emitem direta ou indiretamente uma quantidade de gases que podem agravar o aquecimento global.

Quem participa do programa recebe o selo Carbon Free e um certificado com o número de árvores plantadas e a quantidade de gases de efeito estufa compensada.

As emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) gerados em razão do evento são compensadas por meio do plantio de árvores, combatendo assim o aquecimento global. 

Com essa ação há também a conservação da biodiversidade brasileira e a manutenção dos serviços ambientais (conservação de recursos como a água, o solo e o clima), além de uma maior conscientização da sociedade e uma mudança de comportamento no ambiente corporativo, sensibilizando para a importância e necessidade de ações sustentáveis.

“o que fazer, então?”

No final do ano passado, a Amazônia estampou os jornais do país e do mundo com uma infeliz manchete: desmatamento aumenta 29%.  Pior, essa triste notícia não vinha sozinha. Nos últimos quatro anos, é a terceira vez que o desmatamento aumenta na região. A pergunta que fica é “o que fazer, então?”.

A resposta parece óbvia: aumentar a fiscalização e a proteção nas florestas. Mas parece que não é bem assim que pensam alguns dos ministros do governo Temer. Nesta semana, trancado em uma sala refrigerada em Brasília, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB/RS), tramava junto aos ruralistas do estado do Amazonas uma maneira de diminuir Áreas Protegidas recentemente demarcadas, fazendo assim a alegria dos grileiros de terras da região, e ligando o modo “dane-se” para a floresta. Detalhe, a negociata toda se dava sem nem mesmo um aviso ao Ministério do Meio Ambiente.

Como se não bastasse, há alguns dias o Conselho de Defesa Nacional pediu a retirada de um processo que havia sido enviado à ONU para reconhecer o Parque Nacional da Serra do Divisor, na fronteira do Acre com o Peru, como patrimônio natural da humanidade junto à Unesco. A vantagem desse tipo de reconhecimento é o aumento na proteção do parque e a possibilidade de atrair investimentos em turismo sustentável, por exemplo.

Assim, o governo vai, motivado por interesses, colocando gasolina nas motosserras que destroem a floresta, causando um prejuízo imenso aos brasileiros e ao mundo, em detrimento do lucro condenável de poucos.

Encontro do Oeste do Pará marca mais uma etapa do Projeto Governança Socioambiental

Na noite de sexta-feira (19), no município de Rurópolis, aconteceu a abertura do Grande Encontro do Oeste do Pará, promovido pela Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), como parte do projeto Governança Socioambiental.

O evento foi realizado durante o final de semana, de 19, 20 e 21 de janeiro e reuniu representantes de governo, políticos e de movimentos sociais de 20 cidades das mesorregiões da BR-230, BR-163, Xingu e Tapajós.

No primeiro dia do evento foi discutida a conjuntura política nacional, estadual e regional, o papel da Sociedade Civil Organizada no atual cenário político e econômico, e a estratégia de resistência aos retrocessos sociais e em favor do avanço de politicas públicas para a Amazônia. "A FVPP está realizando este trabalho, através das oficinas municipais de Mergulho de Base e o Grande Encontro na primeira etapa do projeto e na segunda etapa vamos entrar a parte ambiental, para discutir esse compromisso das comunidades em produzir sem provocar uma agressão ao meio ambiente" afirmou João Batista Uchoa, coordenador do projeto Governança Ambiental.

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GRANDE ENCONTRO DO OESTE DO PARÁ

Municípios da BR 230-Xingu e BR 163-Tapajós (19 a 21 de Janeiro de 2018 – Município de Rurópolis - Pará)

A Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP), em parceria com a Climate and Land Use Alliance (CLUA) e apoio da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Agricultura do Pará (FETAGRI), através do Projeto Governança Socioambiental, realiza o Grande Encontro do Oeste do Pará, com o objetivo de discutir as estratégias de atuação na região a partir do Plano de Desenvolvimento Regional para o período de 2018-2030. O objetivo é reunir lideranças políticas e sociais, organizações da sociedade civil e do poder público, convidados, assim como os Núcleos Gestores do Plano definidos durante as oficinas realizadas em cada município, para fazermos o fechamento do Plano num grande debate em nossa Região.

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