Mobilização para COP30

14 de novembro de 2025

A Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) participou ativamente de um seminário preparatório em 10 de novembro de 2025, no auditório da Associação dos Municípios do Consórcio Belo Monte – ACBM, em Altamira – PA, visando articular a sociedade civil da região Transamazônica e Xingu para a 30ª Conferência das Partes (COP30), a ser realizada em Belém – PA (10 a 21 de novembro de 2025). O objetivo principal do evento foi debater a importância, as pautas prioritárias e as estratégias de participação dos povos e lideranças locais no maior fórum global sobre clima, garantindo que as vozes de quem vive e protege a Amazônia sejam centralizadas nas negociações. O Coordenador da FVPP, João Batista, exerceu a liderança da mesa de debate, sublinhando o papel estratégico da Fundação na mobilização territorial.

Foto: FVPP (2025)

O seminário se desenvolveu a partir da articulação de diversas esferas sociais e institucionais, tendo a FVPP como um dos pilares de condução. O evento iniciou com a apresentação dos representantes na mesa, com João Batista (FVPP) como o líder do debate. A mesa contou ainda com a participação de Secretários municipais de meio ambiente de Senador José Porfírio e Placas – PA, Carlinhos (FETAGRI-PA), Dourival de Lima (INCRA), Paulo (Escola de Fé e Cidadania da Diocese de Xingu – Anapu – PA) e Gilson (UNICAFES-PA). A atividade reuniu, de forma ampla, parceiros cruciais da Transamazônica e Xingu, incluindo o Movimento de Mulheres Negras, alunos das Casas Familiares Rurais, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, IPAM, CEPOTX, BANPARÁ, ACBM e FETAGRI-PA.

Foto: FVPP (2025)

O seminário alcançou resultados significativos na consolidação de uma agenda comum e no fortalecimento da FVPP como ator-chave. O principal resultado foi a articulação de um consenso entre as entidades presentes sobre as pautas prioritárias a serem defendidas na COP30, que devem girar em torno da Bioeconomia da Floresta em Pé, do Fortalecimento da Agricultura Familiar via cooperativismo (UNICAFES-PA) e da exigência de Financiamento Climático direto às comunidades. A participação massiva de movimentos sociais, agricultores familiares e povos do território garantiu que as soluções propostas estejam alinhadas com as realidades locais, reforçando a legitimidade da delegação da Transamazônica e Xingu na COP30.

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